2017 - O LAGO DOS CISNES

Desfile
6ª escola a desfilar | 28/02/17 | Estrada Intendente Magalhães
Resultado
3ª colocada no Grupo B (LIESB) com 268,9 pontos

FICHA TÉCNICA

Presidente
Raphaela Nascimento
Direção de Carnaval

Rhodrigo Nascimento, Alfredo Dias e Maurício Santos  

Autor do Enredo

Leandro Valente

Carnavalesco

Leandro Valente
Direção de Harmonia
Alfredo Dias
Direção de Bateria
Beto Peçanha
Rainha de Bateria
Monique Rizzeto
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira
Joana Falcão e Emerson Faustino

2º casal de mestre-sala e porta-bandeira

Victor Hugo e Karina Lírio
Responsável pela comissão de frente
Márcio Moura

Componentes

1.000

Alegorias

01 e 02 Tripés

Alas 

15

 

SINOPSE DO ENREDO

JUSTIFICATIVA DO ENREDO

Carnaval 2017


Tradição orgulhosamente apresenta:

O Lago dos Cisnes


“Sou Tradição na ponta do pé

Pode aplaudir o meu balé

O Condor vai voar

Bailar, bailar...” 

                 (trecho do hino oficial 2017 do GRES Tradição)

            A Tradição leva para a avenida um dos maiores clássicos do balé: “O Lago dos Cisnes”. Uma obra dramática, produzida em quatro atos, pelo compositor russo Tchaikovsky. Sua estréia ocorreu no teatro Bolshoi, no ano de 1877, sendo um fracasso na época. Com o tempo, grandes montagens foram produzidas e a força da musicalidade, aliada a grandes interpretações dos densos personagens, fizeram o balé ganhar notoriedade mundial. O respeito à obra e os inúmeros prêmios consagraram “O Lago dos Cisnes” como um dos maiores e renomados clássicos da cultura erudita. 

            A ousadia de carnavalizar um balé, retirá-lo dos palcos dos mais renomados teatros do mundo e transportar para um desfile de escola de samba, com toda sua essência de cultura popular, foi o que incentivou nossa agremiação, direção e artistas envolvidos.  Nosso enredo se apresenta de forma fiel a obra original, com seus personagens e a tramas divida em atos.  Porém, apesar de toda a dramaticidade da proposta, no carnaval nossa história tem um final feliz, em meio a confetes e serpentinas. Abençoados pelo nosso símbolo maior, o Condor, nossos protagonistas vivem uma das maiores historias de amor e traição, mas se rendem as marchinhas dos blocos de rua. A orquestra sinfônica abre-alas para a nossa bateria e, ao som dos surdos e tamborins, a linda princesa cisne e o príncipe Siegfried caem na folia de momo e brincam o carnaval. 

Justificativa do enredo em atos

            Nosso espetáculo será dividido em quatro atos, no lugar da tradicional divisão por setores. O objetivo da Tradição é brindar o público presente, transformando a avenida num grande palco teatral, contando a história do “O Lago dos Cisnes” de forma respeitosa, emocionante e carnavalizada.

Ato 1 – Feitiço, encontro e amor

            Abrimos o desfile com o feitiço. A comissão de frente, assinada pelo coreógrafo Marcio Moura, traz o grande feiticeiro Rothbart, caracterizado por suas grandes asas, preparando a maldição que será derramada na princesa Odette, a mulher mais bela de toda a região. Seres das trevas, comandados pelo grande bruxo, fazem uma cerimônia maquiavélica para transformá-la em um cisne aprisionado. A intenção é não deixar o príncipe Siegfried conhecê-la, nem tão pouco se encantar por tamanha beleza. Mas, o destino já havia traçado o caminho do amor verdadeiro. E como num conto de fadas, nossos protagonistas se encontram e se apaixonam. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação traduzem este momento. O príncipe (mestre-sala) se encanta com a dança do cisne coroado, a princesa Odette, responsável por defender e conduzir nosso pavilhão (porta-bandeira). 

Neste ato, os cisnes brancos que seguem a princesa Odette, a pureza de sua essência e a rainha má, representada pelas baianas, também narram nossa ópera popular. O lago, formado por lágrimas de dor vem à frente de nossa primeira alegoria. Esta, encerra o primeiro ato, mostrando o reino encantado de Siegfried, os jardins da nobreza com pompa e suntuosidade e o baile real que festeja o aniversário de vinte e um anos do príncipe. 

Ato 2 – A festa da realeza

            Iniciamos este ato com os convidados chegando ao baile real. Toda a nobreza reunida para festejar o aniversário do príncipe. Durante a festa, muitas donzelas serão oferecidas ao jovem nobre. Caberá a ele escolher uma delas para se casar. A realeza celebra um dos maiores eventos já visto naquele reino. Todos recebidos com as peripécias do bobo da corte. Neste setor, a Tradição presta uma grande homenagem ao maestro e compositor russo Tchaikovsky. Em uma das alegorias (tripé 1), o mestre de bateria se veste com a alma de nosso homenageado para reger sua orquestra sinfônica, formada por 150 ilustres músicos. 

Ato 3 – A traição

            O feiticeiro, que tudo vê, não se conforma com a idéia do príncipe se apaixonar e casar com a sua amaldiçoada, a princesa cisne. Usando seus poderes o bruxo usa a traição para destruir a verdadeira historia de amor. Sua intenção é casar sua filha Odile com o jovem futuro rei. Para isto, usa seus poderes e a transforma em imagem e semelhança da moça cisne. Externamente igual, mas a essência de Odile é negra, traidora e do mal. Disposta a tudo, ela se passa por Odette e consegue a atenção do príncipe. A traição é selada com uma dança, que logo é descoberta por todos e pela princesa Odette. O feiticeiro, ao perceber que poderá perder seus planos, expulsa a pobre moça do salão e a tranca novamente em seu feitiço, no lago. Desta vez com vigilantes das chaves da maldição. Ao perceber que fez juras de amor a mulher errada, Siegfriel corre em busca de seu verdadeiro amor.

Ato 4 – Uma história de amor no carnaval

            A tradição encerra o espetáculo exaltando o amor e o carnaval. O final original seria marcado por dor, drama e morte. Mas o carnaval é alegria. Abrimos uma licença poética para contar a nossa versão. O príncipe encontra seu amor. Juntos, se encantam com um bloco de carnaval que passa com marchinhas, confetes e serpentinas. Brincam a noite toda, dançam e celebram a folia de momo. Logo caem na avenida, no meio do carnaval e se apaixonam pelos desfiles das escolas de samba. Completamente entusiasmados e apaixonados desfilam na Tradição, com as bênçãos da nossa velha-guarda, foliões e o símbolo maior da escola: o Condor. Este, encerra o ultimo ato do espetáculo, defendendo essa linda história e homenageando o carnaval. 




SINOPSE DO ENREDO


Tradição orgulhosamente apresenta:

O Lago dos Cisnes


A bateria em tom solene, como em orquestra regida por Tchaikovsky

Aquece os tamborins de forma magistral

Para contar com samba uma história universal


Nela, o rodopiar da porta-bandeira e a ginga do mestre-sala são pas de deux de primeiro casal 

Passistas e baianas entram na avenida como corpo de baile e testemunhas na ficção

Dançando e cantando uma das maiores histórias de amor e traição


Ato 1

Feitiço, encontro e amor

            Era uma vez uma linda jovem chamada Odette, e que vivia feliz no campo com sua família. Um dia, no entanto, um feiticeiro da região, conhecido como mago Rothbart (o “bruxo das asas grandes”), com medo de que a jovem fosse descoberta e escolhida pelo príncipe Siegfried para ser sua esposa, a encanta e a transforma em um cisne branco.  Desde então, durante o dia, ela passou a ser a rainha dos cisnes, e à noite voltava a ser a bela moça. Desolada com tamanha maldição, a mãe de Odette chorou por dias e noites seguidos e, de tanto chorar, formou com suas lágrimas um lago cristalino nos arredores de sua casa. Todos que por ali passavam durante o dia, avistavam um cisne coroado, o mais belo que já se viu em toda a região. Mas, desejava o destino que uma linda história de amor fosse protagonizada naquele cenário. Prestes a completar vinte e um anos de idade, uma suntuosa festa havia sido preparada no reino Siegfried. Sua mãe, a rainha má, já tinha programado uma surpresa: apresentar-lhe donzelas, lindas e ricas, para que seu filho pudesse escolher sua mulher. Entediado e apreensivo com tal obrigação, ele resolve sair para caçar com os amigos e, no cair da noite, o encontro com a rainha dos cisnes foi inevitável. E o amor aconteceu.

            Com o tempo, outros cisnes começaram a chegar. Eram moças belas e encantadas pelo feiticeiro, que queria que sua filha Odile fosse a escolhida pelo príncipe, tornando-se princesa e futura rainha. Sem moças bonitas em todo o reino, o feiticeiro dava como certa a escolha de Odile.  


Ato 2

A festa da realeza

            Finalmente chega o dia em que o príncipe, ao completar vinte e um anos, deveria escolher a sua donzela prometida, durante o baile de aniversário com toda a realeza. Um dia de festa no reino. Com pompa e elegância, os convidados chegavam em grande estilo, recebidos com solenidade e com as honras do agradável bobo da corte. Ao som dramático do maestro e compositor russo Tchaikovsky, os convidados bailaram e se encantaram com a apresentação da grande orquestra sinfônica do reino. Mas, o príncipe não conseguia esquecer o encontro com a princesa Odette. Mesmo tendo conhecimento do feitiço que lhe causara dor, o coração do jovem rapaz batia forte ao lembrar-se do encontro com sua predestinada. Perdida e instantaneamente apaixonado, o príncipe agiu ligeiro. Disse-lhe que ela era a sua escolhida. Convidou-a para festa. Enquanto a aguardava, seu coração batia acelerado, ecoando um som que parecia fazer parte dos instrumentos que da orquestra sinfônica. 


Ato 3 

A traição

            Como tudo via, o feiticeiro percebeu a paixão do príncipe por Odette. Furioso, usou de sua magia e fez com que a filha Odile se tornasse semelhante à Odette. Comprou-lhe um belo traje a rigor e conduziu-a para a festa com a obrigação de conquistar o príncipe. O castelo recebeu a mais bela decoração de todos os tempos. De braços dados com o pai feiticeiro vestido para uma cerimônia real, chegou Odile, com a mais perfeita imagem e semelhança de Odette, o verdadeiro amor do príncipe. Porém, apenas a aparência externa era similar. Odile poderia enganar a todos, mas sua alma e essência eram negras. Ela tinha certeza de que aquele era o seu esperado dia. 

            O príncipe, que havia visto a amada apenas uma vez e sob o clarão da lua, acreditou que aquela fosse a moça cisne. Dirigiu-se a ela e lhe fez juras de amor eterno.  E foi exatamente no momento da jura, que chegou Odette. Ao vê-lo sorridente a dançar, sentiu-se traída, com uma tristeza que parecia não ter fim. Logo em seguida, o jovem príncipe percebe o olhar desolado da moça que acabara de chegar, e sente que havia jurado amor eterno a uma pessoa errada.

            Após a troca de olhares, o feiticeiro usa de sua magia para fazer Odette virar cisne e desaparecer do salão voando pela janela e a tranca na maldição. O príncipe, ao ver a amada fugir, corre até a janela, se atira atrás dela e a segue até o lago.

Ato 4

Uma história de amor no carnaval

            Final de história nobre em carnaval não pode ter morte ou tristeza. No lago, Odette deveria se matar, e o príncipe igualmente morrer. Mas, o drama do balé de Tchaikovsky ganhou uma nova versão quando o bloco passou. Marchinhas, confetes e serpentinas deram lugar ao pranto e a dor. A princesa cisne preferiu brincar, pular e dançar. Já ele preferiu beber, rir e aplaudir os foliões. Os dois, ela de cisne, ele de príncipe, se divertiram a noite toda, sem qualquer decepção. E do bloco foram para a avenida desfilar na nossa Tradição. 


Leandro Valente 

 

SAMBA DE ENREDO

compositores
Igor Leal, Gabriel Martins, Lucas Donato, Fadico, José Luiz Escafura e Lequinho da Mangueira
intérprete
Marquinhos Silva

Um violino toca e anuncia

A ópera vai começar

Dois corações

Amor sem fim...

Bailam com os tamborins

O mal se fez 

Em uma feitiçaria

Um cisne coroado, assim surgia

Derrama o pranto

E o lago se formou

A realeza se rende ao amor

E o destino então reinou


Quando o sol se põe reluz a beleza

Tão jovem se apaixonou

Desperta em seus olhos a bela princesa

A lua é testemunha de um lindo amor


Fez-se a maldade contra a paixão

E a imagem, assim refletiu 

Juras a sua amada

A trama armada, quem fez sucumbiu

Chora o seu amor

Novamente em um cisne transformou

E a donzela dos seus sonhos

Na imensidão voou

Mas, no carnaval fundamental é a nossa alegria

A felicidade no ar entre confete e serpentina

O bem venceu o mal em dois corações inocentes 

De azul e branco, felizes para sempre


Sou Tradição na ponta do pé

Pode aplaudir o meu balé

O condor vai voar

Bailar...bailar

 
 
 
 

©2020 por GRES TRADIÇAO