2019 - Gira baiana - salve as mães do samba!

Desfile
4ª escola a desfilar | 05/03/19 | Estrada Intendente Magalhães
Resultado
3a Colocada do Grupo B (LIESB) com 269,1 pontos

FICHA TÉCNICA

Presidente
Raphaela Nascimento
Direção de Carnaval
Samuel Gasman, Livinha Pessoa, Maurício Santos

Autor do Enredo

Leandro Valente

Carnavalesco

Adenil Silva e Leandro Valente
Direção de Harmonia
Alfredo Dias
Direção de Bateria
Beto Peçanha
Rainha de Bateria
Dani Moraes
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira
Joana Falcão e Johny Matos
Responsável pela comissão de frente

Jessé Cruz e Victor Oliveira

Componentes

750

Alegorias

01 e 02 Tripés

 

SINOPSE DO ENREDO

Minha mãe nasceu na Bahia. 
Terra de todos os Santos e São Salvador
Vida sofrida, mas repleta de amor
Com seus quitutes alimentava quem mais precisava
Era um canto de acalanto e muita dor
Mãe negra, pobre e de bom coração
Saiu de sua terra por conta da exploração
Emigração era a única solução
Filhos de escravos não tem chance, não senhor!
Ou vai para a capital fazer faxina
Ou morre de fome sem nenhum valor
Mãe baiana no Rio de Janeiro aportou
Capital da república
Lugar de gente importante, patrão e feitor
Mas não veio só
Veio paramentada com o canto da senzala, o batuque da cozinha e o pano da Costa das yamis
Nas casas simples do centro da cidade
Mãe preta fazia seu batuque para contemplar seus orixás
Nós, netos de escravo, fazíamos samba para no rancho sambar
Antes era corso, depois cadência de rancho
Mas, a polícia não gostava não, meu senhor
Batuque era contra as leis de doutor
Gente graúda e fina que não nos aceitava
Arte excluída
Arte de gueto
Arte marginalizada
Mas, mãe preta sabia do nosso valor
E em noites de lua cheia saldava nosso fervor
Era samba de raiz e samba para preto se orgulhar
E na casa de mãe baiana, o batuque tinha seu lugar
Mas, a polícia batia
Querendo investigar
E caçava a gente
Para samba não sambar
Era então quando mãe baiana protegia todos nós
Dizia que era culto religioso
Era canto de uma só voz
Era saudação para os orixás, seu moço
Aqui não tem bagunça
A polícia ia embora
Mãe preta protetora
Salvou nossas vidas e de nossa memória
Memória de senzala
Memória de axé
Que deu origem ao batuque e partido alto, com as bênçãos do candomblé
Mãe também era tia
Tia também era mãe
Todos unidos numa só família
Em proteção de geração para geração
Mas, o tempo passou
E o samba ganhou seu lugar
Ah, seu moço
Como me orgulho em falar
Os ranchos viraram escolas de samba
E ganhamos as ruas para sambar
E não tinha como ter samba sem ter a mãe no altar
Nossa mãe do samba tinha que presente estar
Juntas, eram nossas defensoras
E agora a rua era nosso lugar
Fomos aplaudidos pelo povo
E arrastamos multidões
Nosso estandarte virou bandeira
Fundamos as agremiações
Mãe preta abençoou
E fomos fomos desfilar
Todos orgulhosos
O samba agora tinha seu lugar
O povo queria sambar
O tempo passou
A modernidade chegou
Mas, nunca deixamos de lembrar
Que mãe preta baiana é essência
Cultura popular
E que uma escola sem baiana
Não pode desfilar
Obrigado, senhor
Mãe baiana está viva
E nunca morrerá
De geração para geração elas não param de girar
E com o amor de uma grande mãe
Hoje, tem o seu lugar
A Tradição está de joelhos
Para essa história reverenciar Tú, mãezinha, és nosso enredo
Mães do samba: nosso aplausos!
Saravá!

 

SAMBA DE ENREDO

compositores
Igor Leal, Bruno Serrinho, Gusto Listo, Rodrigo Medeiros, Jailton Russo, Pestana, Fábio Braga, Fernando Professor, Flavinho Bento, Rodrigo Ponte, Tinga e Mario Lúcio
intérprete
Leandro Santos

Menina iluminada de Orum
Traz nas bençãos de Oxalá
Baianidade axé…a luz do ser
Mulher
Fez do Rio o seu Gatois
Venceu as senzalas e grilhões
Ergueu as Bandeiras das Nações
E no xirê dos rituais
Surge a Mãe dos Carnavais


Meu batuque vem de Angola…Axé
Minha casa é Quilombola…Arruda e Guiné
Se a patrulha perturbar… “Deixa falar”
Ninguém segura quem carrega patuá


No encanto da saia rendada
Mãos de cura e tempero
Patrimônio popular
Pano da costa, turbante e tabuleiro
Balangandãs pra “mainha” se enfeitar
É Tradição avenida virar terreiro pra festa das Yabás
Roda oyá que o mundo gira…
Roda oyá vem clarear…
Vai meu condor, num canto d’fé
Nos guiar!


Mãe baiana êêê… Vem girar…
Mãe baiana êêê…Saravá…

 
 
 
 

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