2007 - Passarinho, passarola, quero ver voar

Desfile
9ª escola a desfilar | 17/02/07 | Passarela do Samba
Resultado
9ª colocada no Grupo A (AESCRJ) com 236,5 pontos

FICHA TÉCNICA

Presidente
Nésio Nascimento

Diretor de Carnaval

Osmar Vaz de Araujo - Mazinho

Autor do Enredo

Lícia Lacerda

Carnavalesco

Orlando Júnior
Direção de Harmonia
Ney Nascimento
Direção de Bateria
Mestre Dacopê
Rainha de Bateria
Priscilla Vidal
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira
Fabricio Pires e Danille Nascimento
Responsável pela comissão de frente
David Eslavick

Componentes

2.000

Alegorias

05

Alas

23

 

SINOPSE DO ENREDO

"Eu me detinha horas e horas a contemplar o belo céu brasileiro e a admirar a facilidade com que as aves, com suas longas asas abertas, atingiam as grandes alturas. Assim meditando sobre a exploração do grande oceano celeste, por minha vez eu criava aeronaves e inventava máquinas. Tais devaneios eu os guardava comigo".
Santos Dumont


"Ah, quem me dera voar!" Quem neste mundo nunca teve este sonho? Imaginar-se como belos seres livres e alados, alcançar os astros, integrar-se com o universo. Andar, correr, nadar, não basta. O homem quer ser completo e livre e, para isso, ele sonha.

A Tradição traz para a passarela seus passageiros-passistas, vestindo a tradição do sonho de voar. "Passarinho, Passarola, Quero Ver Voar!" trata do sonho, tão remoto quanto o próprio homem, de voar livre pelos céus. Mitos, lendas que surgem da observação dos pássaros se transformam em inventos como a "passarola", trajes voadores, conquistas tecnológicas, em direção ao sonho. Hoje, este sonho já é possível, as incríveis máquinas voadoras permitem o deslocamento do homem no espaço. A lua é um local de pouso mas, como ainda não somos pássaros, o sonho continua.

1ª Parte: O pássaro voa? Voa!

Não é difícil imaginar os primitivos povos observando criaturas aladas pelos ares e pensando por que não tinham sido abençoados com asas para poderem sobrevoar rios e montanhas, vendo o mundo com olhos de pássaros. O céu era sua fonte de saber, pois o movimento dos astros facilitava a previsão de estações e a época de plantio e colheita. Assim, observavam o céu e queriam atingi-lo. Atingi-lo, como os deuses eram capazes, já que os mortais não tinham como tornar seus sonhos realidade.

As figuras mitológicas possuíam poderes fantásticos inclusive o de transportar os homens. Voar livre como os pássaros era o sonho.

2ª Parte: O Homem há de voar!

Esta profecia de Júlio Verne sintetiza a segunda parte do enredo. O mito de Dédalo e Ícaro é apenas uma expressão do sonho de ter asas e fazer uma viagem ao paraíso. Ora, se o homem não as possui, por que não construí-las? Imaginando, desenhando, projetando suas máquinas voadoras e suas asas artificiais, o homem continua firme em seus sonhos. A fantasia se expressa na literatura, texto de ficção científica transportando a imaginação em navios espaciais.

Acreditar na realização do sonho é essencial. O brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão chega a tentar persuadir o rei de Portugal a financiar seu sonho: "a passarola". Embora não tenha tido sucesso, o sonho agora é uma certeza: o homem há de voar.

3ª Parte: O Homem voa? Voa!

Antes desta afirmação de Santos Dumont tornar-se realidade, o homem percorreu um longo caminho. Bartolomeu de Gusmão lança aos ares um modelo de balão, mas o invento não rende ao seu autor a paternidade histórica dos aeróstatos. Esta acabou indo para os irmãos franceses Montgolfier que, em 1783, fizeram subir um balão de ar quente diante dos olhos maravilhados de Luís XVI e Maria Antonieta.

Os balões satisfaziam em parte à concretização do sonho mas, insatisfeito, o homem quer mais, deseja um meio de voar com controle de direção, pois o vento nem sempre segue a direção que se deseja. A pesquisa continua. Surgem os dirigíveis, os pára-quedas e os primeiros projetos de avião.

Finalmente, em outubro de 1901, o n° 6 de Santos Dumont contorna a Torre Eiffel e a multidão ovaciona delirantemente o herói. O feito é repetido com o 14 Bis e, agora sim, o homem voa.

4ª Parte: Do avião à asa-delta: Quero ver voar!

Um cosmonauta gira em torno da Terra em uma nave espacial. Em dado momento, sai do seu refúgio e passeia entre as estrelas. Imagens como esta surgem com facilidade na mente to homem moderno, pois as viagens espaciais já se tornaram realidade.

O homem de visão continua a sonhar. A conquista espacial alimenta ainda mais a imaginação tornando os vôos literários mais audazes. Ciência e arte unem-se numa verdadeira ponte-aérea.

O espírito de aventura dos pioneiros da aviação mantém-se firme e forte, e o céu carioca é o espaço ideal para a realização de seus feitos. São esportistas movidos por boas doses de aventura e coragem que voam como pássaros livres sobre as belas paisagens da cidade.

Lícia Lacerda

 

SAMBA DE ENREDO

compositores
Jajá Maravilha, Aniceto, Tonho, Sandro, Jurandir, Jorge Makumba e Lourenço
intérprete
Igor Vianna

Desde o começar dos tempos ...
Eu ficava observando a passarada revoar
E tive um sonho infinito, ir além do infinito ...
As estrela ir buscar ...
Conta a Mitologia ... De carruagem
"Apolo" o céu vai alcançar
"Pegasus" levava os deuses
Pra no "Paraíso" repousar
Meus sonhos não tem limites
Sou bicho homem vivo a devanear ...
"Passarinho, passarola, Quero ver voar"
Quero ver voar
Com sua pena, profetizava o escritor
Revolucionava com seus projetos o pintor

Será verdade???
Ícaro marcou bobeira
Viajando para o Sol
Com um par de asas de cera


Incrível!!! Fantástico
Com meus balões encantei Paris
Deixando o mundo deslumbrado
Decola o "14 Bis"
Da minha nave eu vi que "a Terra é azul!!!"
Voei bem alto, "já pousei na Lua"
Hoje com a Tradição no coração
Voando pra qualquer lugar eu vou

Vou voar de asa delta
O céu do meu Rio de Janeiro
Vou voar
Delirar com a natureza
Refletir no espelho azul do mar

 
 
 
 

©2020 por GRES TRADIÇAO